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Quem paga a conta?

Carlos Gustavo Yoda Filed Under: Marcadores: , , ,
Todos os dias me impressiono com as notícias sobre crise econômica. Os interesses que tornam-se pauta de socorro certamente não são os dos trabalhadores, inocentes e verdadeiras vítimas. Entre as dores que não saem nos jornalões, reproduzo editorial do Brasil de Fato sobre reflexões em encontro nos últimos dias 14 e 15 entre diversas movimentos sociais.

Que os ricos paguem a conta da crise

Importantes setores da esquerda brasileira se reuniram, nos dias 14 e 15 em Guararema (SP), para debater a crise sob o enfoque da defesa dos interesses dos trabalhadores. Representantes de 35 organizações sociais, dentre as quais CUT, Assembléia Popular, Via Campesina, Intersindical, Conlutas, CTB, PCB, PCdoB, CMP, Psol e PT, avançaram nos consensos sobre o colapso econômico, sua natureza e, sobretudo, na construção de uma agenda de lutas e trabalho com o povo.

Isso qualifica o enfrentamento dos efeitos da crise, reforçando sua essência capitalista. Logo, fortalece a compreensão de que são os ricos que devem pagar por ela. De seu lado, a burguesia brasileira não tem um projeto próprio e, ao longo da crise, se limitará a executar o projeto da elite internacional e do imperialismo. E isso é um elemento decisivo.



As classes dominantes

Para a classe dominante, combater da crise significa privatizar o lucro e socializar o prejuízo. Assim, ela naturaliza seus fundamentos como se ela ocorresse por uma fatalidade, a qual deve ser enfrentada por todos. Ao mesmo tempo, começam a impor suas saídas tradicionais. São elas, a destruição de parte do capital acumulado (financeiro), destruição de capital humano e bens de produção através da promoção de guerras, aumento da exploração do trabalho, transferência maior de recursos da periferia para o centro do capital e utilização do Estado para concentrar a poupança popular e destiná-la aos capitalistas. Além destas saídas típicas, em seu desespero, o capital aumentará a ofensiva sobre os recursos naturais. Destaque para o petróleo, o minério, a produção agrícola, a biodiversidade, as águas e as florestas, vide a MP 458/2009, editada pelo governo em fevereiro e que regulariza, sem licitação, terras griladas de até 2.500 hectares na Amazônia Legal.

É bom lembrar que o modelo neoliberal sofreu um revés importante, mas não está derrotado. Fusões de grandes bancos e empresas continuam acontecendo e a mídia corporativa brada em uníssono: menos direitos trabalhistas e impostos. Querem passar a fatura para a classe trabalhadora e, para isso, intensificam a repressão policial e a criminalização dos movimentos no Judiciário. No plano político, saídas podem caminhar com a ascensão de governos fascistas. As conseqüências já são sentidas, sobretudo, pelos trabalhadores, as mulheres e as populações com menor proteção social.



As forças populares

Para os setores populares, há consenso de que a crise é estrutural, profunda, prolongada, sistêmica. Ela atinge a produção, as finanças, o comércio, o meio ambiente, o consumismo e encerra um período histórico de ofensiva do capital, abrindo a possibilidade de um reascenso da luta de massas.

No entanto, a esquerda brasileira enfrenta essa conjuntura adversa com problemas de caráter ideológico e organizativo. E que, por serem difíceis e complexos, exigem a construção de alternativas de médio e longo prazos, sendo que a tarefa central é a construção da unidade entre as diferentes formas do povo brasileiro se articular. O caminho para essa construção é nas agendas comuns de lutas, as quais fomentam a construção de confiança mútua. Para isso, é necessário reafirmar que são com esses setores, e a partir delas, que se podem desencadear mobilizações que resultem no crescimento da atuação das massas e, assim, alterar a correlação de forças.

A construção dessa unidade não se resume no trabalho de articulação, mas reclama firmeza para impedir o fracionamento das lutas e disputas.



A unidade

A crise inaugura um novo período histórico marcado pela insatisfação social e pela retomada da capacidade de luta de massas. Diante disso, as forças populares avançaram na construção de bandeiras unitárias, tais como: nenhum desemprego, nem direito a menos; elevação do salário mínimo; diminuição da jornada de trabalho, sem reduzir vencimentos; decréscimo das tarifas de energia e água e dos impostos para os pobres; queda no preço dos alimentos; menor taxa Selic e para o consumidor; investir superávit primário em educação e saúde; apoiar a CPI da dívida pública; impedir que reforma tributária tire recursos da seguridade social; reestatização de empresas estratégicas (Embraer, Vale, Petrobras etc.); reforma agrária massiva e mudança do modelo do agronegócio; estatização do sistema financeiro; garantia de um programa de educação pública e gratuita para todos; e construção de programas de integração popular entre os países da América Latina.

Nas lutas, o plano é jogar energias para construir uma jornada nacional de protestos contra a crise, unitária e massiva, nos dias 30 e 31 de março e 1º de abril. Datas definidas durante a Assembléia Mundial dos movimentos sociais no FSM. Na primeira semana de junho, intensificar as mobilizações e, em outubro, nova jornada mundial contra a crise, entre os dias 12 e 16. O dia 12 será de defesa da natureza e o 16, de luta pela soberania alimentar.

E, paralelamente, apoiar as mobilizações e atos de resistência contra os efeitos da crise. Em especial a greve dos petroleiros, no dia 23, a mobilização dos estudantes secundaristas e universitários no dia 28 (em memória à morte do estudante Edson Luis, pela ditadura militar), as jornadas dos movimentos da Via Campesina, do movimento sindical, da juventude, de moradia e todos que forem a luta!

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Gravadoras procuram recuperar mercado em parceria com MySpace

Carlos Gustavo Yoda Filed Under: Marcadores: , , , , , , , ,
MySpace junta-se à Universal, Sony e WEA em site de música. É o “mais novo esforço da debilitada indústria musical para conter o declínio de suas perspectivas”, segundo o jornal New York Times.

O serviço será gratuito e paga-se com publicidade. Em troca dá streaming, listas personalizadas, grupos de amigos e download. Fala-se em cobrar uma assinatura mensal para download ilimitado.

“Chris DeWolfe, executivo chefe do MySpace, uma divisão da News Corporation, descreve o serviço, que será apresentado no fim deste ano, como um lugar só para toda a música, nas suas variadas encarnações digitais.”

A blogueira Ana Carmen diz que é bonito ser testemunha das transformações desses tempos: "Comecei a trabalhar justamente nessa área: primeiro tive um programa de rock no rádio, depois pesquisei música no Centro Cultural São Paulo, fui produtora da MTV, repórter da seção cultural de dois jornais, cansei as pernas em shows em estádio de futebol e festivais. O negócio todo mudou tão radicalmente, caramba. Não sobrou nada desse império das grandes gravadoras. Posso ouvir sua queda".

Leia a matéria do jornal novaiorquino

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Lei Geral das Artes esquenta debate de financiamento da cultura

Carlos Gustavo Yoda Filed Under: Marcadores: , , , , , , , , , , , , ,
A coluna da Sonia Racy, no jornal O Estado de São Paulo desta terça-feira, 25 de março, publica a seguinte nota, referindo-se a Celso Frateschi:

"O dublê de ator e presidente da Funarte não quer remendos na Lei Rouanet. Sua meta é 'reformar todo o edifício em vez de fazer um puxadinho'. Para tanto, mandou para o forno projeto que vai dar o que falar na classe artística. A 'Lei Geral das Artes' não só deve aperfeiçoar os mecanismos de renúncia fiscal como descentralizar incentivos culturais".

Cultura e Mercado não concorda com a coluna ao classificar Celso Frateschi como dublê. É um ator e um ativista cultural respeitado, com grandes serviços prestados à comunidade.

Não obstante, quer conhecer o projeto, seus fundamentos, para debatê-lo publicamente. E coloca algumas questões para aquecer essa discussão:

1) Nada mais importante que a criação de uma Lei Geral das Artes. O mais importante é que as artes recebam finalmente um tratamento compatível com sua relevância social, educativa e como expressão dos indivíduos e de grupos sociais. E não apenas por sua faceta mercadológica, como o tratamento dado às artes pelas câmaras setorias criadas recentemente pela Funarte o faz.

2) Que a sociedade e as organizações culturais sejam articuladas, consultadas e participadas do processo, sob o risco de vivenciarmos uma nova Ancinav, ou mesmo uma Lei Geral das Comunicações. Ainda há tempo e capital político para se discutir algo dessa dimensão, mas é preciso aprender com o passado.

3) Se a Lei Geral das Artes vai substituir a Lei Rouanet, corre o risco de nascer equivocada. A lei de incentivo é somente um mecanismo para convocar empresas a participação dos processos culturais do país. Não é uma lei de financiamento público às artes. Se o Ministério da Cultura o tem nessa conta, está equivocado e contribui para que a sociedade o entende de maneira igualmente equivocada. Ou seja, que venha a Lei Geral, mas não é preciso acabar com os incentivos e toda uma dependência do mercado, para sancioná-la. São dois departamentos diferentes, que estão ligados por pura falta de novos mecanismos de financiamento, como os aqui propostos.


4)
Ainda sobre o discurso anti-Lei Rouanet deste governo, vale ressaltar que alguns veículos de comunicação atribuíram a fala do presidente da Funarte como algo científico e embasado por números. Mas na verdade há um monte de achismos. Não há nada que prove que o público do teatro diminuiu e os preços aumentaram por causa da Lei Rouanet. Ela virou bode expiatório da própria inabilidade governamental para lidar com este que é o principal instrumento de financimento à cultura.


5)
Por último e ainda sobre a Lei Rouanet, vale ressaltar o que já é público e notório. Sua revisão e reformulação é mais do que necessária. O que não podemos mais assistir é o açoitamento público deste mecanismo, como se ele não fosse responsabilidade do próprio governo.

Publicado originalmente em Cultura e Mercado

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De olho nas seleções públicas

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Em entrevista a Marcelo Lucena, da assessoria de comunicação do Ministério da Cultura, o secretário de Políticas Culturais, Alfredo Manevy, fala sobre o lançamento do Observatório dos Editais. O MinC defende a seleção pública acreditando em acesso e oportunidades iguais a todos os participantes, deixando o processo transparente e criando uma isonomia necessária para toda a destinação de recursos públicos.

"As empresas têm um papel a cumprir. O patrocínio privado é grande no Brasil, por meio das leis de incentivo à cultura (renúncia fiscal). Na maioria dos casos, a aplicação desses recursos é decisão unilateral das empresas. Isso causa um grande ônus para aqueles projetos que são excluídos sem haver explicação e essas decisões muitas vezes não são de pessoas do campo cultural", afirma Manevy.

O MinC já tem identificado empresas adotando o modelo de editais. As empresas estatais também seguem o mesmo modelo, assim como municípios e estados que têm adotado leis de fomento.

- Leia a entrevista na íntegra

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Os limites da imaginação

Carlos Gustavo Yoda Filed Under: Marcadores: , , , , , ,
Qual o limite da sua imaginação? A minha reserva-se até quantos pacotes de macarrão com salsicha agüentar engolir. A imaginação da companhia canadense Cirque du Soleil vai mais longe. Muito mais. Enquanto penamos em pagar o aluguel, a empresa com mais de quatro mil trabalhadores, entre executivos e malabaristas, já atinge por ano a marca de um bilhão de dólares.

Para quem pensa que é do ingresso dos 15 espetáculos em giro pelo mundo e da venda de pipoca nos intervalos está enganado. O Jornal da Globo dessa sexta-feira, dia 8, destacou a máquina corporativa que estréia em São Paulo a segunda turnê da trupe no Brasil: "Alegria".

“Para manter o nível de investimento dos nossos shows, é preciso reinvestir sempre. Quando criamos um produto, o próximo precisa ser ainda melhor e maior”, diz Josito, diretor geral do 'Alegria'.


Guy Laliberté, único dono da empresa, adotou os métodos comerciais da indústria do entretenimento, vendendo merchadising e direitos de exibição para televisão, produzindo cds e dvds e acordos comerciais com grandes corporações.

O resultado e a conclusão da reportagem de César Menezes é a de que “quando o 'Cirque de Soleil' cria alguma coisa o mais importante é a criatividade. O orçamento não é a preocupação principal. O dinheiro garante que não haja freios à imaginação”, diz Michael Smith, diretor artístico sênior do grupo.

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Tendências de um debate cultural

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Tendências e Debates da Folha de S.Paulo abriu espaço na quarta-feira, dia 6, para o ministro da Cultura, Gilberto Gil, e a coordenadora do Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura (Prodec), Paula Porta. O MinC aproveitou o espaço do jornal para apresentar alguns dados da segunda pesquisa de indicadores para o setor realizada pelo IBGE.

Segundo os representantes do governo federal, o Brasil tem evidente vocação para tornar a economia da cultura um vetor de desenvolvimento qualificado, em razão de nossa diversidade e alta capacidade criativa. A economia da cultura, que envolve produção, circulação e consumo de produtos e serviços culturais, já responde por 7% do PIB mundial. Os produtos culturais são o principal item da pauta de exportações dos Estados Unidos e representam 8% do PIB da Inglaterra. O setor vem ganhando atenção.

Além de destacar parcerias na formulação de novas políticas, Gil e Paula Porta afirmam que o desenvolvimento da economia da cultura exige mecanismos diversificados de fomento, diferentes da política de fomento via leis de incentivo fiscal.

"É preciso formular ações integradas e contínuas que enfrentem os gargalos, sobretudo quanto à distribuição de produtos e espetáculos e à democratização do acesso ao rádio e à TV. Implantar uma estratégia para esse setor é um desafio imediato se quisermos aproveitar oportunidades geradas pelas novas tecnologias."

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Números do Carnaval 2008 de Recife

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O caderno de Economia do Jornal do Commercio, de Pernambuco, apresentou em reportagem nesta quinta-feira (dia 7) estimativas da movimentação financeira gerada pelo carnaval de 2008 em Recife. A movimentação atingiu a marca R$ 283 milhões no Recife, sendo R$ 76 milhões só no turismo. Os valores constam no balanço divulgado ontem pelo prefeito do Recife, João Paulo.

O periódico destacou os investimentos municipais em mídia e captação de recursos, mas ironizou o patrocínio ao desfile da Mangueira, que acabou em décimo lugar do desfile das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro:
Entre os destaques, esteve o investimento de R$ 31,7 milhões da PCR em seu último ano de gestão – quase oito vezes maior que os R$ 4,1 milhões aplicados na folia em 2001, primeiro ano de governo. Isso sem contabilizar os R$ 3 milhões de patrocínio à Mangueira, que terminou em 10ª lugar no desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, e outros R$ 3 milhões em mídia.


De patrocínios, foram captados R$ 4,43 milhões de seis empresas e receberam mais R$ 1,5 milhão de aportes do governo estadual. A maior cota ficou com a Ambev, que aplicou R$ 1,1 milhão, seguida da Caixa Econômica Federal (R$ 680 mil), Chesf (R$ 600 mil), Eletrobrás (R$ 250 mil), Redecard (R$ 200 mil) e Queiroz Galvão (R$ 100 mil). O valor dos patrocínios poderia ser R$ 2,2 milhões maior se não tivesse ocorrido uma mudança na interpretação da Lei Rouanet, de que só poderia ser deduzido do Imposto de Renda 30% do investimento, o que afastou algumas empresas.

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Negócio da China

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O buscador Google está investindo no mercado Chinês. Reportagem do Wall Street Journal, repercutida no mundo inteiro pela agência Reuters, afirma que o Google está nos últimos estágios de um plano de união e irá provavelmente disponibilizar acesso a músicas de três companhias globais e de dúzias de selos menores.

A ação vem à medida que o Google luta por uma parcela do mercado da Baidu.com, que domina o mercado de busca chinês e oferece buscas por músicas. O mercado de buscas chinês atingiu 946,6 milhões de iuanes (131 milhões de dólares) no quarto trimestre.

O Baidu.com liderou o mercado no quarto trimestre com uma parcela de 60,1 por cento, afirma a Analysys International, enquanto o Google ficou em segundo com 25,9 por cento do mercado, seguido pelo Yahoo China com 9,6 por cento.

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Quem paga a conta?

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A pauta do financiamento do carnaval atravessou a grande imprensa em questões polêmicas como o dinheiro de última hora agilizado pelo governo federal para o desfile do Rio de Janeiro e os R$ 3 milhões enviados pela Prefeitura do Recife à Mangueira, mas os jornais impressos e televisivos preferem valorizar o pique da folia a dispensam aprofundar as discussões de políticas culturais de estado democráticas e transparentes para o financiamento dos festejos.

Durante o desfile das escolas de samba de São Paulo, entre os comentários dos papagaios globais mais repetidos estava o do descontentamento dos carnavalescos paulistas com o presidente Lula. Pela internet, a Globo conseguiu da TV Morena, do Mato Grosso do Sul, a condenação de qualquer tipo de financiamento público para o carnaval. Em enquete realizada na última semana, 86% dos leitores preferem que os governos invistam em outras áreas, como saúde e segurança.

Sobre o caso entre Recife e a Mangueira, blogueiros e colunistas anti petistas destacaram as atuais denúncias de envolvimento da escola com o tráfico de drogas. O prefeito de Recife, João Paulo Lima e Silva (PT), disse no jornal O Dia ter escolhido a Mangueira para patrocínio por ser a escola mais tradicional do Rio e defendeu que o dinheiro investido será multiplicado pelo retorno de mídia espontânea.

A estratégia faz parte de um plano regional de investimento nos últimos anos para um carnaval melhor estruturado para receber os turistas. O secretário de Cultura da capital pernambucana, João Roberto Peixe, em entrevista ao Caderno 3 do Diário do Nordeste, que o Carnaval é uma "questão de grandes implicações políticas":

"No Recife, um aspecto central da organização do Carnaval é a democratização da festa. É uma decisão política nossa garantir que o Carnaval aconteça sem a privatização dos espaços públicos, sem criar privilégios"

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Copa do mundo neoliberal

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O gaúcho Zero Hora destacou uma reportagem sobre o ranking de "Liberdade Econômica" realizado pela Fundação Heritage, "um centro de estudos norte-americano de tendência política conservadora", conforme a reportagem. Pelo 14º ano consecutivo o país mais "livre" do mundo é Hong Kong. O Brasil ficou em 101º lugar.

O estudo estabelece 10 critérios de liberdade, aponta os direitos autorais como uma questão preocupante para o Brasil. No campo onde a informação e a comunicação são mais que fundamentais para o desenvolvimento, a liberdade do conhecimento foi desclassificada.

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A guerra do valor agregado

Carlos Gustavo Yoda Filed Under: Marcadores: , , ,
Quanto custa uma faca? E quanto custa a faca do Rambo? A arma, quase um cutelo, na trama é criada artesanalmente pelo próprio John Rambo no quarto filme da série de guerra estrelada por Sylvester Stallone, que deve deixar os fãs loucos com a novidade anunciada pela Hollywood Collectibles, no Omelete.

A fabricação de produtos de agregados com os lançamentos de Hollywood não são nenhuma novidade. A empresa, que já colocou no mercado réplicas dos armamentos do personagem de seus três primeiros filmes, lançará em fevereiro de 2008 o facão oficial de Rambo IV.
O entretenimento levado à sério fica por conta da publicação do que as assessorias de imprensa dispõem na chamada economia criativa e o seu mainstream. E na falta de um Vietnã a vingança sempre é motivo de guerra. E nesse campo de batalha os três primeiros filmes da série Rambo conseguiram uma bilheteria de US$ 614 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão) no mundo todo.

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