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Indicadores sobre o internauta brasileiro

Carlos Gustavo Yoda Filed Under: Marcadores: , , , , , , , ,
A imprensa nacional repercutiu a pesquisa do Ibope/NetRatings, divulgada na sexta-feira (dia 22), que revelou que o Brasil já ultrapassou a marca de 21 milhões de internautas residenciais ativos. Conforme a Folha de S.Paulo, no mesmo período de 2005, o volume de brasileiros que acessam a rede de casa praticamente dobrou em três anos.

O portal de notícias da Globo - G1 - repercutiu reportagem da agência Reuters. O ganho de 7,1 milhões de internautas residenciais ativos, aqueles que navegaram pela Web em casa pelo menos uma vez no mês, representa o maior crescimento entre os dez países medidos com a mesma metodologia.
“Desde 2004 não se registrava um crescimento percentual tão grande. Nos últimos meses, desde setembro, estamos vendo aumentos consideráveis, acima dos 45 por cento”, afirmou à Reuters o analista de mídia José Calazans, da empresa de pesquisa.
O Brasil tem 39 milhões de pessoas que acessam a internet de qualquer ambiente (residência, trabalho, escola, LAN houses, bibliotecas etc), número relativo ao terceiro trimestre de 2007. Também trimestral, o total de pessoas com acesso residencial à internet (mas que não necessariamente usufruem do meio) em dezembro de 2007 continuou em 32,1 milhões de indivíduos.

Apesar de os números surpreenderem, penso nos 32,1 milhões de indivíduos que têm acesso à internet em casa e não utilizam o meio. Sensação de que não há ninguém preocupado com isso, ou propostas de desenvolver alguns trabalhos com essas pessoas. Afinal, quem está de fora da cultura digital? Ou a aversão vai só até conseguir parcelar o novo aparelho de televisão.

Mais informações no portal do Ibope.

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Tendências de um debate cultural

Carlos Gustavo Yoda Filed Under: Marcadores: , , , , , , , ,
Tendências e Debates da Folha de S.Paulo abriu espaço na quarta-feira, dia 6, para o ministro da Cultura, Gilberto Gil, e a coordenadora do Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura (Prodec), Paula Porta. O MinC aproveitou o espaço do jornal para apresentar alguns dados da segunda pesquisa de indicadores para o setor realizada pelo IBGE.

Segundo os representantes do governo federal, o Brasil tem evidente vocação para tornar a economia da cultura um vetor de desenvolvimento qualificado, em razão de nossa diversidade e alta capacidade criativa. A economia da cultura, que envolve produção, circulação e consumo de produtos e serviços culturais, já responde por 7% do PIB mundial. Os produtos culturais são o principal item da pauta de exportações dos Estados Unidos e representam 8% do PIB da Inglaterra. O setor vem ganhando atenção.

Além de destacar parcerias na formulação de novas políticas, Gil e Paula Porta afirmam que o desenvolvimento da economia da cultura exige mecanismos diversificados de fomento, diferentes da política de fomento via leis de incentivo fiscal.

"É preciso formular ações integradas e contínuas que enfrentem os gargalos, sobretudo quanto à distribuição de produtos e espetáculos e à democratização do acesso ao rádio e à TV. Implantar uma estratégia para esse setor é um desafio imediato se quisermos aproveitar oportunidades geradas pelas novas tecnologias."

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Notável pensamento hegemônico

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A Folha de S.PAulo noticiou no dia 17 e O Globo repercutiu no dia 18 a advertência do Conselho Curador da TV Brasil para o programa VerTV do último dia 12, apresentado pelo sociólogo e jornalista Laurindo Lalo Leal Filho. O conselho reuniu-se pela segunda vez em Brasília na última quarta-feira, dia 16, e aprovou a moção por entender que durante o programa não houve pluralidade de opiniões acerca da não-renovação da concessão à rede de TV venezuelana RCTV.

Segundo Luiz Gonzaga Beluzzo, presidente do conselho curador, "houve uma recomendação à diretoria. A TV também vai usar produção independente e isso deve ser levado em conta. Até para defender a diretoria", disse à Folha. A proposta foi feita pelo conselheiro José Paulo Cavalcanti Filho, advogado e ministro interino da Justiça no governo Sarney.

O Ver TV é realizado pela Radiobras, é transmitido pela nova TV Pública. Os debatedores teriam tratado como "normal" o caso RCTV. "Não encontrei um único caso em que a não-renovação de concessão tenha se dado em circunstâncias tão dramáticas como a venezuelana. Normal, pois, com o sentido usual da palavra, certamente não terá sido".

Interessante atacarem um dos poucos programas de TV que debate a democracia na comunicação. Sobre a hegemonia da opinião contra Chavez com o uso das concessões públicas no Brasil ninguém comenta. Se fosse um conselho inserido dentro de um sistema de comunicação realmente público e democrático estava valendo, mas alguns notáveis deveriam passar desapercebidos.

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Cerveja livre

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No dia 27 de novembro, a Folha de S.Paulo publicou na Ilustrada o lançamento da "cerveja 'pública'". A reportagem Fabio Cypriano destacou o lançamento da nova marca na Galeria Vermelho, em São Paulo.


A Free Beer é uma ação do coletivo dinamarquês Superflex. Ronaldo Lemos, diretor do Creative Commons, participou de um debate com os membros do coletivo sobre propriedade intelectual.


O lançamento da cerveja no Brasil é uma parceria da Chopp Germânia. No saite da empresa, explica-se que a Free Beer (versão 3.4) é uma cerveja de código aberto. A bebida é feita com base nas tradições clássicas de fabricação de cerveja, mas sua fórmula contém também extrato de Guaraná, fonte natural de energia.
Tanto a receita como os principais elementos visuais da Free Beer são distribuídos através de uma licença Creative Commons (Atribuição-Compartilhamento pela mesma licença 2.5).


A licença permite que qualquer pessoa use a receita ou crie novos produtos a partir dela para fabricar sua própria cerveja livre. A licença permite também que qualquer pessoa possa modificar o design e os aspectos visuais da Free Beer. Assim, pela licença adotada, é permitido inclusive ganhar dinheiro com a fabricação da Free Beer, ou sua versão dela. A única condição é que as modificações e melhorias na fórmula e na identidade visual sejam também distribuídas com a mesma licença aberta e crédito seja dado ao trabalho original.

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