A Folha de S.PAulo noticiou no dia 17 e O Globo repercutiu no dia 18 a advertência do Conselho Curador da TV Brasil para o programa
VerTV do último dia 12, apresentado pelo sociólogo e jornalista Laurindo Lalo Leal Filho. O conselho reuniu-se pela segunda vez em Brasília na última quarta-feira, dia 16, e aprovou a moção por entender que durante o programa não houve pluralidade de opiniões acerca da não-renovação da concessão à rede de TV venezuelana RCTV.
Segundo Luiz Gonzaga Beluzzo, presidente do conselho curador, "houve uma recomendação à diretoria. A TV também vai usar produção independente e isso deve ser levado em conta. Até para defender a diretoria", disse à Folha. A proposta foi feita pelo conselheiro José Paulo Cavalcanti Filho, advogado e ministro interino da Justiça no governo Sarney.
O Ver TV é realizado pela Radiobras, é transmitido pela nova TV Pública. Os debatedores teriam tratado como "normal" o caso RCTV. "Não encontrei um único caso em que a não-renovação de concessão tenha se dado em circunstâncias tão dramáticas como a venezuelana. Normal, pois, com o sentido usual da palavra, certamente não terá sido".
Interessante atacarem um dos poucos programas de TV que debate a democracia na comunicação. Sobre a hegemonia da opinião contra Chavez com o uso das concessões públicas no Brasil ninguém comenta. Se fosse um conselho inserido dentro de um sistema de comunicação realmente público e democrático estava valendo, mas alguns notáveis deveriam passar desapercebidos.
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O Globo reportou a posse do novo secretário do Audiovisual do MinC, o cineasta Silvio Da-Rin. A reportagem de André Miranda publicada no sábado, dia 12, destacou "maciça presença da classe cinematográfica". Orlando Senna deixou o cargo para assumir a direção da TV Brasil.
A solenidade foi realizada no Palácio Gustavo Capanema, sede do Ministério da Cultura (Minc) no Rio, no último dia 10, e teve como cicerone o próprio ministro da Cultura, Gilberto Gil.
"Nosso cinema é uma tradição com um nobre passado e um extraordinário futuro. Se formos capazes de garantir a articulação dos roteiristas, diretores, atores, técnicos, e articular essa força com as novas formas tecnológicas, teremos dado um importante passo para tornar o Brasil um grande pólo mundial produtor e exportador audiovisual", discursou o ministro.
Da-Rin prometeu empenho na busca por financiamento principalmente para as produções de baixo custo. “Oxóssi não atira na caça, mas aonde a caça vai passar”, afirmou na cerimônia Gustavo Dahl, que assumiu a direção do Centro Técnico Audiovisual (CTAv). "Há um debate latente no cinema brasileiro entre democratização e qualidade", afirmou Dahl, citando Paulo Emílio Salles Gomes, Humberto Mauro, Romário e até o orixá Oxóssi. "Eu aprendi que o Oxóssi não atira na caça, mas aonde a caça vai passar".
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