RSS
Mostrando postagens com marcador igf. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador igf. Mostrar todas as postagens

IG cancela contrato com Paulo Henrique Amorim

Carlos Gustavo Yoda Filed Under: Marcadores: , , , , ,
O site Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, foi retirado do ar repentinamente pelo portal IG, na última terça-feira (18), sem nenhuma explicação aos leitores que buscassem acessar o conteúdo veiculado naquele espaço. O contrato da empresa com o jornalista tinha validade até 31 de dezembro de 2008.

Segundo o Portal Imprensa, a alegação oficial para o rompimento do contrato teria sido a suposta "baixa audiência" do site. No entanto, dados publicados pelo próprio IG em sua Central do Anunciante, relativos a setembro de 2007, atestam que o Conversa Afiada mantinha cerca de 475 mil visitantes únicos por mês e o número mensal de impressões do conteúdo do site chegava a quase 3,3 milhões de páginas.

"Além de cair em contradição ao tentar justificar um ato de censura, o IG mente e desrespeita os usuários ao impedir o acesso a todo o conteúdo do site publicado nos últimos anos", critica o deputado federal Dr. Rosinha (PT/PR), condenando a forma como o portal bloqueou o acesso a todo o conteúdo publicado por Amorim.

Caio Túlio Costa, diretor presidente do iG, declarou em nota na terça-feira que "o iG não abre mão da sua independência e da necessidade de manter-se uma empresa equilibrada e saudável", seja lá o que isso queira dizer, e que segue firme na determinação de ser um portal que aposta na pluralidade de opiniões, no respeito à liberdade de expressão e no protagonismo dos internautas.

O site de Paulo Henrique Amorim permaneceu fora do ar por nove horas. Em seu novo endereço na internet, o jornalista relata que o portal se limitou a enviar-lhe uma notificação avisando que o contrato se rescindia de acordo com cláusula que previa um aviso prévio.

"Não é a primeira vez que me mandam embora de uma empresa jornalística", disse. "Só o Daniel Dantas me tirou do ar duas vezes: na TV Cultura e no Uol", acrescentou. O iG é de propriedade da BrT, que é controlada por um consórcio formado pelo Citibank e por fundos de pensão. Ex-sócio da BrT, o empresário Daniel Dantas, do grupo Opportunity, tem disputas judiciais milionárias com os atuais controladores da empresa.

Boicote e manifestações
Nesta quarta-feira, em solidariedade a Paulo Henrique Amorim, o diretor de redação da revista CartaCapital, Mino Carta, anunciou que está retirando seu blog do portal. Em seu comunicado, afirmou que "o abrupto rompimento do contrato que ligava o jornalista ao portal ecoa situações inaceitáveis que tanto Paulo Henrique quanto eu conhecemos de sobejo, de sorte a lhes entender os motivos em um piscar de olhos".

Mino Carta acrescentou que não levantaria "conjecturas" acerca dos interesses que teriam motivado o afastamento, já que o "leque das possibilidades" não se mostrava muito amplo. "Basta averiguar quais foram os alvos das críticas negativas de Paulo Henrique neste tempo de `Conversa Afiada´", escreveu Mino Carta.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, a decisão do IG expressou a propensão da grande mídia por "manipular e boicotar" as "opiniões que vão além do pretenso pensamento único". "Com dose incomum de independência, Paulo Henrique Amorim tem denunciado o chamado PIG (Partido da Imprensa Golpista) e rastreado suas incoerências. Quem perde com a demissão é o IG", disse o sindicalistas.

| edit post

Governança da Internet

Carlos Gustavo Yoda Filed Under: Marcadores: , , , , , , , , , ,
O caderno Link, de O Estado de S.Paulo, destacou, em reportagem de Rodrigo Martins, entrevista com o responsável pela organização do Internet Governance Forum (IGF), Markus Kummer, da ONU. Kummer acredita que o futuro da internet é de responsabilidade de todos: sociedade, empresas e governos.

"E estes últimos (os governos), na sua opinião, devem se dar conta da importância da rede mundial para fomentar o acesso, principalmente em países pobres, com o objetivo de trazer desenvolvimento social e econômico".

Ainda segundo o jornal, depois de surgir a pedido dos países-membros da ONU para tentar resolver a questão da internacionalização dos domínios, em 2005, o IGF, agora caminha para se tornar um espaço para discussões sobre o futuro da web.

A reportagem fala ainda em "universalização do acesso" como o tema mais importante do encontro. "Muitos governantes não sabem o que é a rede mundial e nem como ela pode dar oportunidade às pessoas", disse ao Link, entre uma pausa e outra das inúmeras palestras de que participou na semana passada. "Já países nada democráticos não querem saber mesmo, pois enxergam na web uma forma de perder o controle da situação".

Banda Larga
O despertar da Organização das Nações Unidas para o tema, em uma postura de colocar o debate claramente dentro de uma disputa de classes entre ricos e pobres, legitima os debates travados sobre a banda larga no Brasil, enfrentados pelo Ministério da Cultura.

O mesmo Estadão de hoje, em uma pequena nota, lembrou que foram anunciados planos de inclusão digital para o Brasil. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que o governo pretende levar banda larga para todas as escolas do País.

Para isso, vai interligar a estrutura de fibras ópticas já existentes em gasodutos, oleodutos e torres de energia. Outro anúncio foi feito pelos Ministérios da Cultura, da Ciência e Tecnologia e pela Secretaria de Planejamento de Longo Prazo. A idéia é construir infra-estrutura para disseminar a banda larga, além de fomentar a produção de conteúdo digital e montar um grupo de discussões sobre a web com setores da sociedade.

O alerta dos militantes da área, e das recentes articulações, como a recém criada Rede Paulista pela Democratização da Comunicação e da Cultura, a Teia 2007 - tudo de todos e a Conferência Nacional de Comunicação, que está sendo articulada, são quanto aos meios físicos, acessibilidade e infraestrutura (os tais backbones) capazes de trafegar largas mensagens digitais com qualidade.

O debate do acesso em banda larga, para a democratização do tráfego de informações multimídia é tão necessário quanto a revisão das leis e regras mundiais sobre a propriedade intelectual. A sociedade se transforma, e os governos não vêm, ou não querem ver. Não fazem parte da transformação. Por vezes se apropriam do debate.

Mais do Link

Pela própria dinâmica da internet, Kummer conta que o fórum também foi modificado. "Em Túnis (local do primeiro IGF, em 2005), apenas os governos podiam ter voz. Havia platéia, mas ela não podia se manifestar - mesmo se houvesse um representante de uma empresa que estivesse em debate. Revimos isso. Neste ano, abrimos o encontro também para a sociedade civil e as empresas".

Esse novo modelo, disse, representa uma quebra de protocolo inédita nas convenções da ONU. Por outro lado, tirou o caráter mais prático e concreto das reuniões.
"Não há documento ou resolução nenhuma assinada. Mas vimos que não há como discutir a internet sem levar em conta todos os atores do processo. Além disso, os governos precisam aprender os conceitos, para praticá-los. No futuro, os membros da ONU poderão, juntos, tomar decisões mais acertadas baseadas no que foi discutido neste e nos futuros encontros".

No IGF deste ano, foram quatro os temas principais: universalização do acesso, segurança no ciberespaço, diversidade cultural e códigos abertos. 'O estágio de disseminação da rede é muito diferente no mundo. Os países pobres se preocupam em levar a web a todos. Os ricos estão mais preocupados com questões relacionadas à segurança, como pedofilia', destacou.

Mais sobre IGF
http://ecodigital.blogspot.com/2006/11/igf-atenas-respondendo-carta-maior.html

http://www.cultura.gov.br/foruns_de_cultura/cultura_digital/na_midia/index.php?p=20516&more=1&c=1&pb=1

http://www.igfbrasil2007.br/

| edit post