RSS
Mostrando postagens com marcador intervozes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador intervozes. Mostrar todas as postagens

Nota do Intervozes sobre o III Programa Nacional de Direitos Humanos

Carlos Gustavo Yoda Filed Under: Marcadores: , , ,
O Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social manifesta o seu apoio ao III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), resultado de processo que contou com a participação de milhares de militantes, organizações da sociedade civil e instituições do poder público, em diálogo intenso que durou mais de dois anos e teve seu ápice na XI Conferência Nacional dos Direitos Humanos, realizada em Brasília (DF), em dezembro de 2008.

No tocante à comunicação, o Intervozes afirma seu apoio às medidas previstas na diretriz 22, relativas ao tema, que visam à ampliação da garantia do direito à informação e à comunicação e à defesa dos direitos da população. Tais medidas não podem ser entendidas como ameaças à liberdade de expressão, como querem fazer entender recentes críticas públicas que buscam desqualificar as propostas.

A defesa da democracia e dos direitos humanos deve incluir, de um lado, a afirmação veemente do direito de todos e todas à liberdade de expressão e, de outro, a criação de mecanismos de responsabilidades ulteriores para aqueles veículos que praticarem violações a direitos humanos por meio de sua programação, especialmente os concessionários de serviços públicos de rádio e televisão. Liberdade de expressão não pode se confundir com carta branca para violações de direitos humanos. Assim como qualquer cidadão está sujeito a punições a posteriori caso pratique ou estimule violações de direitos humanos (por meio de manifestações racistas, por exemplo), os meios de comunicação estão sujeitos aos mesmos princípios.

Esse tipo de medida está em consonância com o que prevêem pactos e acordos internacionais ratificados pelo Brasil, tais como a Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San Jose, 1969), a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher (Belém, 1994) e a Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial (Durban, 2001). Está de acordo também com a Constituição Federal brasileira e a legislação do setor (em especial o artigo 52 do Código Brasileiro de Telecomunicações), além de já ser prevista desde a primeira versão do PNDH, publicada durante o governo FHC.

Diferentemente da grande maioria dos países de democracia avançada, o Brasil não tem hoje um órgão regulador que tenha incidência sobre o sistema de radiodifusão (rádio e televisão) e segue com frágeis e insuficientes mecanismos de monitoramento sobre a programação veiculada, com total dependência de ações do Ministério Público Federal. O aprimoramento desses mecanismos passa, necessariamente, pelo estabelecimento de critérios democráticos de análise, construídos em diálogo com todos os setores, seguindo o exemplo do processo realizado para definição de critérios de classificação indicativa.

Sem prejuízo de possíveis ajustes nos mecanismos específicos previstos, o que o PNDH-3 pauta acertadamente – e em consonância com o que aprovou a recém-realizada I Conferência Nacional de Comunicação – é a necessidade de estabelecer garantias para que o serviço público de radiodifusão cumpra, de fato, o interesse público. O Brasil não pode mais admitir a ocorrência de sistemáticas violações de direitos humanos no conteúdo exibido por emissoras que recebem concessões públicas, fato ainda hoje bastante comum.

Entendemos que as divergências sobre as proposições elencadas no PNDH-3 são naturais e o debate acerca das mesmas é extremamente necessário e saudável. Entretanto, não nos parece cabível que o Programa seja rotulado de peça autoritária e que represente um suposto sentimento de revanchismo ou uma forma de cerceamento de direitos de quem quer que seja. Estranhamos, sobretudo, que as críticas ao PNDH-3 estejam sendo vocalizadas justamente por atores políticos cujo histórico inclui a participação, a colaboração ou o apoio ao regime ditatorial vivenciado pela sociedade brasileira entre 1964 e 1985, e que agora se apresentam como defensores da democracia e do Estado de Direito.

Reafirmamos ainda o apoio aos processos participativos de construção de políticas públicas, como os que resultaram no PNDH-3. Por todo o exposto, esperamos que as medidas previstas no programa sejam efetivamente implementadas.

13 de janeiro de 2010

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

| edit post

Conferência Livre de Comunicação em São Vicente

Carlos Gustavo Yoda Filed Under: Marcadores: , , , , , , ,

Democratização da comunicação e realidade local são temas que farão parte da Conferência Livre de Comunicação da Cidade de São Vicente neste sábado, dia 29 de agosto, das 8 às 18 horas, no auditório da faculdade UNIBR, e que estarão em debate na 1ª Conferencia Nacional de Comunicação a ser realizada nos dias 1, 2, e 3 de dezembro, em Brasília.

As inscrições serão feitas na hora e no local, Avenida Capitão Mor Aguiar, 798, Centro, São Vicente. O evento é gratuito e aberto a população vicentina e demais interessados da região.

Além da mesa inicial contar com a Prefeitura de São Vicente e representantes das mídias locais, estão confirmadas em outras mesas as participações de especialistas do coletivo Intervozes, Conselho Federal de Psicologia e dos mestres em comunicação Raquel Pelegrini e Alessandro Padin. O público participará no decorrer das discussões, formando grupos de trabalho para elencar as propostas a serem apresentadas nas conferências regional e estadual.

“A conferência é um instrumento de participação no processo de promoção e aperfeiçoamento da democracia ao colocar em debate público a pluralidade de interesses nos meios de comunicação” diz Carlos Gustavo “Yoda”, comunicador social, membro da CONFECOMBS, em referência ao caráter de mobilização da sociedade que pela primeira vez na história do país poderá discutir um patrimônio público que é o sinal de rádio e televisão.

A realização ficará a cargo da comissão pró-conferência de comunicação da Baixada Santista (CONFECOMBS) com o apoio do Conselho Regional de Psicologia (CRP), Centro Camará de Apoio à Infância e Adolescência, Sindicato dos Servidores Públicos de São Vicente (SINDSERVSV) e Faculdade UNIBR.

Programação
Mesa de abertura oficial: Comissão Baixada Santista (confirmado), representante do governo municipal (convite enviado), representantes da TV Brasil; TV Tribuna e Jornal Vicentino (a confirmar). (tempo: 30 minutos)

Protocolo

Mesa Democratização da Comunicação: João Brant (Intervozes) e Fátima Nassif (Conselho Regional de Psicologia). Mediadora: Lumena Celi Teixeira. (tempo: 40 minutos de explanação, mais 20 minutos de debate com o público)

Mesa Comunicação e Realidade Local: Raquel Pellegrini (Professora de Rádio e TV da Universidade Monte Serrat – Unimonte); Alessandro Padin (jornalista que fundou o jornal alternativo metrópolis em São Vicente); Marco Aurélio (comunicador comunitário em São Vicente).

Apresentação da Peça “Um conto que vou te contá”, que traz como tema central a discussão em tribunal do Livro com a Televisão, numa narrativa em forma de cordel, colocando em cheque o que é veiculado pela TV.

Lanche

Grupos de discussão:
-Sistema Público e Inclusão digital
- Controle social sobre comunicação
- Concessões Públicas
- Comunicação Comunitária e Educomunicação

Apresentação e aprovação das propostas

Encerramento

| edit post